terça-feira, 23 de setembro de 2014

Depois de você

Ontem o dia era de sol forte e calor intenso, hoje amanheceu cinza e frio e um espaço imenso vazio em meu peito. Uma das tarefas do meu caçula era fazer a árvore genealógica da família, mostrei as fotos disponíveis, contei histórias e ele ficou impressionado com a avó paterna, linda e jovem, "não tem cara de avó" disse ele. É por que ela morreu jovem ainda. A imagem de vó que ele guardou foi da minha mãe, já com marcas de expressão e cabelos bancos. O avô materno negro e ainda moço, ele pergunta por as pessoas se vão jovens? E eu nem sei o que dizer. E ficamos ali vendo as histórias de vida deles e construindo a árvore, não ficou muito grande, não tenho informações de meus bisavós, só dos avós e são poucas.


Fiquei um tempo lembrando dela, já se passaram quase dois anos. O que ela pensou nos últimos momentos? o que sentiu? o que eu teria feito se junto estivesse? São lacunas que ficaram, são vazios imensos que nunca serão preenchidos. E sinto falta de seus telefonemas, suas risadas, nossas conversas seu socorro imediato. Nos últimos dias se tivesse aqui eu teria ligado várias vezes em busca de seu carinho.
E nas voltas que o mundo dá, a saudade ainda é grande, até mesmo em atividades corriqueiras, eu queria contar as novidades, mas, ah, você não está mais lá.

2 comentários:

  1. Difícil é comentar essa falta, essas lacunas. Os sorrisos, a fala mansa, a mansidão nos gestos e, até, a voz altiva pra correção na medida exata do ato cometido. Mãe faz falta, viu! A minha também não está mais entre nós. Só lembranças!

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  2. Estão entre nós (vocês). Só não nos é dado senti-las ou percebê-las como quando encarnadas... a falta que fazem é temporária. Quando acalmadas, estará perto do reencontro. Ademais, tempo e espaço só aqui!

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