quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A Garça

No poema de Castro Alves ele fala: "Eu sou como a garça triste que mora á beira do rio, as orvalhadas da noite me fazem tremer de frio". Ah, Castro tu bem que poderias ter conhecido a Garça Torta, não só um rio, é o encontro dele com o mar, um lugar lindo, onde a especulação imobiliária já chegou, mas a comunidade tem resistido bravamente. Lugar que tem gente que não usa muros altos nas casas, que todos se conhecem e são bem vindos. Cuidam do mar, fazem coleta de lixo, orientam os turistas a não poluir o ambiente, e todo mundo é muito zen. Tem até cinema na vela quando chega a noite.



Cinema a beira mar

O sol chega devagarinho chamando pra viver, os bares só funcionam durante o dia, a noite só um luau aqui outro acolá. A meninada aprendendo a surfar, as mães aflitas tentando se equilibrar e caindo a cada minuto.

O mar da Garça
E nas voltas que o mundo dá, viver não é preciso, viajar é preciso. Já dizia aquele menino sabido, é isso Camões, "tamojunto".

Um comentário:

  1. Tamojunto, nessa e em tantas viagens que me sinto da família. E olha que Costa é sobrenome comum.
    Um dia vejo o voo dessa Garça!

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