segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Salto

Essa semana, num restaurante, vi um moça com um salto alto e fino que desfilava como se tivesse flutuando sobre o solo, impossível não admirá-la. No mesmo dia, na sala de espera do dentista, uma outra tirou o sapato e mostrou os pés cheios de calos e esparadrapos pra amiga e comentou que mesmo com dores não saia do salto. Fiquei pensando o por que de tanto sofrimento. Lembrei das mulheres orientais que desde crianças tinham os pés deformados, ossos retorcidos para que os pés ficassem pequenos como de uma boneca para agradar os parceiros do sexo oposto ou para serem doadas a outras tribos em troca de paz.
Os pés das bailarinas são feios também torturados, mas a dança encanta a todos. Eu prefiro os meus bem onde estão, colados no chão com sandálias baixinhas, de preferências com solado anti aderente pra eu não cair em solo molhado, nas alturas só se fosse com o all star de Hermes o deus que tem asas nos pés. Por hora não me vejo em cima de saltos altos.
E nas voltas que o mundo dá, só pra agradecer aos meus por me sustentar tão bem, fiz um agrado a eles um escalda pés com direito a massagem com cremes para manter os mesmos saudáveis de maneira confortável bem junto ao chão. Por que não preciso de sofrimento desnecessário. Mesmo achando linda as mulheres que sabem subir no salto com tanta elegância.

Um comentário:

  1. É quando o bonito tem um preço tão alto que pra mim fica feio. Antiderrapante é o que eu prefiro. Já machuquei os pés e, hoje, se tem um preço que pago sem pestanejar é com um bom calçado. Calças, camisas, casacos e jaquetas todos não me preocupam. No brechó de Dona Terezinha já comprei muitas! Baratinhas, baratinhas. Uma boa lavagem e pronto! Mais das vezes sou exclusivo por onde ando. O bom calçado me leva e leve apresento a proposta de não ser garoto propaganda de graça!

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