segunda-feira, 13 de abril de 2015

Galeano

Um dia conheci um dos livros de Galeano, fiquei apaixonada por sua escrita. Gosto mesmo quando ela fala da utopia. Para ele: "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". Ah, Galeano, eu também caminho, mesmo que caia algumas vezes, o bom mesmo é continuar na jornada. Hoje ele se foi pra o andar de cima, ou para aquele planeta onde se enxerga o fogo de cada pessoa, ou até mesmo encontrar a utopia que sempre se manteve distante.
E nas voltas que o mundo dá, recebi a noticia meio atônita, senti como se fosse meu amigo, um amigo querido que escrevia o que eu pensava e não sabia colocar no papel. Fui tomar um café pra ver se aliviava. Pois assim com você, "minhas certezas se alimentam de dúvidas".

Um comentário:

  1. Certa vez, em janeiro de 95, creio, fiz uma oficina de Diretores e Atores, com um camarada chamado Luś Otávio Burnier... em 13 de fevereiro morreria numa cirurgia de bursite (era o que eu sabia). Senti como se um parente partisse para a pátria espiritual, tal a intensidade do curso que considerei como minha melhor experiência na área. Para dizer que te entendo, com esse comentário, fui ao google, especialmente wikipedia e "Em 1995, apresentando há 10 dias o sintoma de uma dor intensa, e sendo diagnosticado com uma hérnia de disco, Luís Otávio Burnier morre, com 38 anos de hepatite B, segundo os laudos médicos". Pode? No Brasil, infelizmente, pôde e ainda pode!

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