quarta-feira, 8 de abril de 2015

Trovoadas

Uma das minhas alegrias é a convivência com as crianças, o imaginário delas me fascina. São  os movimentos fantasiosos que criam estruturas, que oferecem instrumentos para que a criança elabore seus aprendizados mais profundos, mais intensos e que, muitas vezes, não podem nem ser explicados em palavras. Os desenhos livres são importantes ferramentas para a aprendizagem e leitura de mundo, falam mais que palavas. Por isso, sempre deixei que os meus quando pequenos desenhassem nas paredes, no papel, onde quisessem. 
A contação de histórias e as brincadeiras favorecem a esse entendimento. O meu mais velho tem se destacado com desenhos na faculdade, esse dom não herdou de mim, sou um fracasso nos desenhos, acho que por isso adoro ver rabiscos e acho até que é arte, mas ele herdou do tio e da tia e vai ser um importante mecanismo pra profissão que escolheu. Meu caçula ainda gosta das minhas histórias, ainda rir das minhas brincadeiras bobas e eu gosto tanto disso.
No caminho da escola pra casa corremos pra chuva não nos pegar, eram tantos trovões, acho até que Thor, o filho de Odin andou tirando fotos do planeta ontem a noite, ou talvez usando seu martelo por aqui perto. Já não via tantos raios e trovões como estes fazia um bom tempo. Fiquei pensando como seria uma luta dele contra o mal. E nas voltas que o mundo dá, vou deixar de ser criança quando fizer uns setenta anos.

Um comentário:

  1. Aninha, minha poeta pitonisa, gosto do Thor, mas tenho outra versão pra isso:
    Jesus tirando retrato do sofrimento da gente
    http://evaldobrasil.blogspot.com.br/2008/05/c49-035-jesus-tirando-retrato-do.html

    ResponderExcluir