segunda-feira, 18 de maio de 2015

Saudade domesticada

A saudade é um bicho selvagem, as vezes até bruto que a gente tem a mania de domesticar, trazer pra casa e as vezes alimentá-la. O mês de junho ainda nem chegou, mas o frio do inverno já tá se mostrando chegando a  quinze graus. Junto com ele vem o cheiro da terra molhada e as vontade do bicho selvagem chamado saudade. Os sons já se mostram alterados, é sanfona nos carros de som na rua, as barracas de quentão que já estão instaladas no comércio, anúncios de festas com sanfoneiros da terrinha, cheiro de fogos no ar. E já tem até milho verde na feira central.

Pamonha e canjica

Uma ida ao centro da cidade é motivo para trazer pra casa esse bicho domesticado. São lembranças de tempos passados, são desejos que se apoderam dos sentidos e minha alma forasteira viaja nos cheiros e sabores desse período de festas que se aproxima. E nas voltas que o mundo dá, a gente sem querer alimenta a saudade, corre pra dançar um forró, comer comida de milho que agora não tem mais o sabor do preparo na casa da mãe. E os forasteiros daqui que vieram de lá, se reúnem para alimentar o animal que domesticamos.

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