quinta-feira, 21 de maio de 2015

Vento, ventania

Esses dias já estão com cara de inverno. Há em mim uma certa resistência em sair da cama cedo e também de ir ao seu encontro se não já for tarde da noite. Faz tempo que já não encontro um livro que me encante de verdade. E Djavan? Ah, ele que me perdoe, mas eu tenho os dias frios, e um bom lugar pra ler o livro, só falta ele ser achado. Ontem, mesmo com a neblina e "calor" de 14 graus no meio da tarde, eu e o meu grandão fomos ao centro da cidade. Ele a procura de nanquim, e eu de um bom livro.
A cidade que moro costuma nos surpreender quase sempre. Não achamos nas lojas convencionais, então nos indicaram uma loja diferente, aquelas esquecidas devido as novas lojas e galerias. Lembrava muito as bodegas antigas de minha cidade, tinha até aquele baleiro que gira de vidro com tampas de alumínio e os balcões são de madeira com prateleiras de vidro. Um senhor pergunta como é a caneta que ele usa, e logo sai mostrando um monte de coisas das antigas, mas muito bem atualizada. Pedro, encantado com as canetas de nanquim faz a festa. No caminho pra casa, nada como um quentão da barraquinha da Neuzinha para esquentar, pois até o vento tem se mostrado pouco cordial.
E nas voltas que o mundo dá, encontramos mais do que esperávamos com as tintas e as canetas, mas em relação ao livro, bem, ainda não veio aquele que me chamaria a tenção. E por hora, eu fico feito o vento, numa ventania absurdamente linda de usar a minha máquina do tempo, mais conhecida como imaginação para lembrar dos doces de açúcar queimado e das balinhas que faziam a gente engasgar ou engolir direto por serem tão escorregadias, que já nem lembro do nome. E conto pra os meninos essas histórias, que fazem rir e imaginar a minha infância, quando visitava as mercearias de seu Tino e de Dona Naninha na rua do cemitério.

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