sexta-feira, 10 de junho de 2016

Dia morto

As vezes a gente marca aquela café com a amiga e acaba não rolando, as vezes o dentista fica pra depois, as conversas que seria "jogadas fora" também ficam esquecidas num canto qualquer da vida corrida dos dias que se seguem frenéticos. Talvez nos falte tempo pra fazer as coisas pequenas se agigantarem. É que as vezes o turbilhão da coisas que a gente quer fazer achando que o tempo colabora não acontece.
No cronograma coloquei um dia "morto" . Ele foi chamado assim por que todos os telefones ficaram mudos, o computador desligado e o dia será só nosso. Mais vivo que os demais, teremos tempo pra o cinema tantas vezes adiado, a pipoca quente, pode ser na rua ou em casa mesmo, talvez role aquele pique nique que a gente programou há dias, ou quem sabe um passeio pelo bosque, comer fora pra não lavar louça "Estou com preguiça" e por falar em preguiça, também sobrará tempo pra tirar um cochilo, pode ser na rede da varanda, passear com os cachorros e quem sabe até jardinar.
Acho que o hábito de colocar tudo em um dia, ainda não saiu de mim, mas se a gente puder fazer um tiquinho disso tudo pra mim tá bom. Poderemos comentar aquele livro que estamos lendo, mas estaremos juntos na preguicinha boa, no filme, embora já seja junho e o frio não chegou. E nas voltas que o mundo dá, acho que esses dia morto será mais vivo que os dias letivos normais. E aí? Vamos de chocolate quente ou café?

Nenhum comentário:

Postar um comentário