terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Mãos

No filme a família Bélier (indicação do Evaldo Brasil), conta a história de uma família de surdos-mudos que tem uma integrante com a voz linda e vai para Paris fazer um teste de canto. (não fui á Paris ainda, mas me contentei com um vinho chileno). É uma história de descobertas de sentimentos, de entrega e de emoções gritantes, mas as mãos, ah, são com elas que se fala a língua que os surdos compreendem, e no final a moça linda canta ao mesmo tempo que traduz para os pais na platéia.


Um brinde á vida. By Sinara

Foram com as mãos que Jesus abençoaram seus discípulos, com elas se fazem curas até hoje com a imposição, mas também são as mãos o instrumento de prazer, são as mãos que curam com bisturis, elas fazem leis, superam limites e se comunicam, são com elas que se toca o instrumento mais perfeito da criação, o corpo. São com elas que as tintas e cores do imaginário se transforma em arte, poesia como as de Florbela, e pinturas como as do Van Gohg. São elas que abrem as portas e janelas pra o sol entrar, e elas não precisam ser jovens para demonstrar afeto. As mãos mais linda que conheci foram as suas.
E nas voltas que o mundo dá, o filme mostra que amar as vezes implica em abandonar o casulo, com as mãos se acena para o que ficou pra trás, e recebe o novo que vem pela frente. E da série pra sempre, as suas mãos nas minhas.

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