terça-feira, 1 de agosto de 2017

Stand by me

Eu menina, nos tempos do colégio tinha muitos amigos e amigas, a gente participava de todos os eventos culturais desde gincanas até festival de canto e teatro, era tudo meio improvisado, mas era muito legal. Certa vez, teve uma apresentação de teatro na capital, não lembro bem onde, mas Dona Maria de Zé Leão, isso mesmo, no interior a gente é meio que apelidada pelo membro da família. Ela nos levou pra fazer uma peça em algum lugar que não lembro, mas meu papel era de um matuto menino. Eram bons os tempos, as amizades que até hoje ainda as guardo e cultivo são mutas daquela época.
Esses dias, meu caçula foi participar de uma aula na Casa azul escola teatro, na sala de espera, eu vibrava ao ver de longe, sem que ele me visse, ali recordei as emoções vividas, me vi como ele e algumas lembranças meio vagas me invadiram a memória. Me pergunto como pode um momento consegui se eternizar em nossa memória afetiva. E um pensador grego em faz recordar que o nome disso é felicidade. Pois são nesses momentos que a memória eterniza que a gente não quer que sejam levados pelo tempo.
Hoje é muito mais fácil da gente registrar essas lembranças além da memória, as tecnologias de comunicação nos facilita muito. E nas voltas que o mundo dá, a fala cheirosa do Guimarães trás mais significados "Viver é rasgar-se e remenda-se". Nas lembranças empoeiradas da vida, a gente percebe que algumas histórias apenas se repetem com algumas pitadas de inovação. E eu estarei sempre por perto enquanto me for permitido por que tudo que quero é você fique mais tempo comigo e que eu possa fazer parte desse tempo com bastante qualidade.

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