sábado, 30 de setembro de 2017

Constelação

Um dia qualquer, uma xícara de chá, e o líquido perfumado e fumegante de cidreira me levou até você. Na fumaça aromática que a minha companheira exalava, cheguei  até aquela noite de primavera que o mar se mostrava tranquilo refletindo a luz da lua em escamas prateadas, dava pra ver pela janela, logo ali ao lado teu corpo adormecido mostrava as costas descobertas com pintas que pareciam uma constelação de estrelas tão minhas. Quando despertasse teu riso foi como o sol que tudo iluminou, e pareciam que todas as estrelas dançavam ciranda em meu ventre.
O riso fácil que escorrega pela boca e faz os olhos ficarem pequenos e apertados curiosamente especulando o espaço em volta. Tinha cheiro de mar, gosto de sal, cor de sol. Pernas que as minhas entrelaçaram a ponto de não saber mais onde eu começava e tu terminavas.
A primavera pra mim será sempre uma constelação de estrelas tatuadas em tuas costas, a briza marinha será sempre o teu cheiro, assim como as folhas de chá. E nas voltas que o mundo dá, foi nesse universo que você veio morar.

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