segunda-feira, 9 de outubro de 2017

As margens

Ontem pegamos cedo a estrada. Mateus com sua mochila preparada para coletar e fotografar fungos, animais e plantas foi explorar o ambiente da roça, ficamos ali observando o rio e sua correnteza, lembrei que Heráclito disse que não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, ele sabia do que falava, e naquela mansidão da mata onde só se ouvia o barulho da água correndo e o canto dos passarinhos, eu não fiz como paulo, o Coelho que as margens do rio sentou e chorou, mas vislumbrei as belezas que a natureza nos proporciona e agradeci ao Criador tanta lindeza.
O rio que sai do ventre da terra e corre em veias abertas cortando sua pele e irrigando o mundo trazendo vida, me fez pensar que assim como o rio, uma vida também brotou em meu ventre, e agora esta diante de mim, colhendo material biológico pra apresentar na escola. E vê-lo assim, disposto a entender o mundo me enche de alegria, irriga o meu ser, e ali fiquei um tempo deixando que o rio levasse consigo os meus devaneios.

A mata que esconde o rio

E nas voltas que o mundo dá, quero ser como a água que o Bruce Lee assegurou, me adaptar as mudanças de recipiente na espera que o Índio desça como uma estrela colorida e brilhante e ofereça ao mundo a capacidade de respeitar o meio ambiente e tudo que nos cerca.

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