sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Doce

Sabe aquele doce que a gente come e o mel escorre pelo canto da boca? Que a gente tem vontade de comer escondido pra não ter que dividir com ninguém? Pois é, assim era o doce de caju feito por Zirinha, uma das mais gostosas lembranças da infância que quando fecho os olhos sinto o cheiro e o gosto, e o que escorre pelo canto da boca é um sorriso de felicidade.
Com o tempo aprendi a fazer a receita dela, e a vida me deu de presente um cajueiro no quintal. Até hoje agradeço ao Criador e a quem o plantou para que eu pudesse desfrutar de suas delicias. Esses dias surgiram os primeiro, minguados e adocicados frutos, e não me fiz de rogada, preparei um doce pra lembrar e comemorar o dia da criança, alimentando a que mora em mim com delícias, que cada pedaço me proporciona, mas não preciso comer escondido, tem bastante pra dividir.

Foto da web. O meu não deu tempo fotografar.

E nas voltas que o mundo dá, sou grata pelo prazer de ter a receita dela, a árvore no quintal, e as lembranças que surgem cada vez que a guloseima cheira quando no fogo, ou quando fecho os olhos pra sentir o gosto doce de recordações que são tão minhas, que quero partilhar com os que quero bem. feliz dia do doce de caju, natural e orgânico.

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