quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Esperando

O Rubem Alves em seu livro do Do universo a jabuticaba disse que havia muito tempo que deixara  de participar de clubes, não queria pagar para ser sócio de nada. Como sempre o Rubem me parece sensato. Quando as crias eram crianças resolvemos participar de um clube para socialização, lá haviam muitas árvores, espaço aberto e claro, uma piscina pra dias quentes.
Dia das crianças era dia de festa, a meninada brincava e se divertia. Hoje as coisas são outras, e decidimos em comum acordo assim como o Rubem não pagar para ser sócio de nada, atitude compartilhada principalmente por Mateus incomodado com a frequente eliminação de árvores do clube da AABB. Aquelas que ele tanto curtia, subia e que agora vive nas fotografias e nas lembranças de dias alegres. Hoje assistimos a ausência de mais uma, nos últimos cinco anos já se foram dez. Nem ficamos por lá, deu dó de ver os olhos dele triste pela falta de sua antiga amiga.


Aqui havia uma árvore, agora areia e bolas enfeitando, lembrando uma sepultura.
Então, fomos ao templo do consumismo espairecer, e lá tivemos uma agradável surpresa, criança sendo criança, cantando Toquinho, pena que não sei como colocar o vídeo aqui, mas vale uma fotinha da Analu, linda e desinibida.

Analu cantando Aquarela de Toquinho

Ver criança cantando música de verdade, se vestindo como criança e não miniatura de adultos é tão bom! E nas voltas que o mundo dá, a gente segue esperando que a futura geração tenha um pouco mais de respeito pelo planeta, que é a nossa casa, e aprenda a ter em cada tempo suas belezas, pois a beleza está em tudo que se ver com simplicidade. Até mesmo em passeios socráticos.

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