quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Canudos a Fênix

A cidade de Canudos é uma das provas mais vivas que o poder pode mudar as pessoas, que a falta de respeito é uma das maiores atrocidades da humanidade. E tem tão pouca gente sabendo dela por aqui, mas lá fora na Europa eles conhecem mais a nossa história do que os brasileiros. Relendo o livro com outras perspectivas, vejo que o Euclides era mais um desse jornalistas que escreviam para a elite. Observando a história como ela foi e contada pelas pessoas que lá viveram e os relatos de sobreviventes (que foram pouquíssimos), Canudos não se entregou, ela foi assolada, tomada, violentada não apenas uma, mas duas vezes. na época de Conselheiro e depois com a construção da hidrelétrica. Assim como uma fênix, depois de assolada pelas cinzas ela foi afogada por uma represa. 
O artista Silvio Jessé resgatando essa história em sua arte assim com um colega escritor foram convidados a mostrar canudos e Conselheiro e sua epopeia na universidade de Sorbonne em Paris, e Conselheiro recebe os visitantes de forma magistral sob a ótica do Silvio.

Exposição do Sílvio Paris

E nas voltas que o mundo dá, enquanto uma leva significativa de brasileiros (que não frequentam museus e nem leem) saem por aí pichando muros, agredindo artistas, jogando pedras em museus, destroçando o conceito de arte. Nossos heróis, artistas perseverantes, recontam a história, não pela ótica do vencedor como é de costume e apresenta para o mundo que as recebe com cara de espanto e consomem nossa cultura com olhares famintos, esbugalhados e curiosos. Silvio meu querido, estamos todos orgulhosos de você.

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