domingo, 29 de julho de 2018

Invernou

Chegou junho e com ele o tempo frio e úmido, mas só no começo do dia, logo depois o astro rei surge majestoso, mas o frio de 12 graus em média permanece. Depois de alguns exames e indicação médica resolvi fazer um enxerto ósseo bocal e tudo ia bem, até que o corpo resolveu não aceitar o novo inquilino e comecei a ficar deformada. O desespero tomou conta e todos os espelhos da casa foram coberto pra não ver aquela deformidade.

Conquista sendo Conquista

Depois de varias medicações e uma nova cirurgia, a cura vem chegando devagar, foram dias difíceis os últimos trinta, o frio e o clima úmido não colaboravam. Então seguimos para ver o mar, absorver sua lindeza e refazer as energias. No caminho, uma pausa pra ver a lindeza da água de uma cachoeira que cobria as pedras da montanha como se fosse uma colcha de renda.
Na chegada, a areia quente aconchegando os pés, o cheiro salgado de maresia e o vento acarinhando meus cabelos. Logo estávamos imersos nas águas quentes que abraçava nossos corpos como se fosse colo de mãe, e as ondas quebrando na areia dando recado para nunca desistir e sempre recomeçar. Fiquei ali até os dedos enrugarem, num aconchego quente, salgado e com uma capacidade de cura do corpo e da alma tão forte, que me senti parte dele.
E nas voltas que o mundo dá, o sal do mar, o cheiro do vento e o aconchego das águas mansas que lembram o útero materno, trazem juntos um misto de calma, leveza e lição de vida. É a cura que tanto desejamos, e o mais lindo ainda foi ver a lua cheia, na beira mar se transformando em uma lua de sangue em um eclipse lunar tão belo que me faltaram palavras e sobraram lágrimas para regar as feridas. A palavra de hoje é gratidão, por que o inverno serve pra essas coisas.

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