Existem amores que vem e que vão com a mesma rapidez. Certa vez Rubem Aves escreveu que: "Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem pássaro pousado no dedo sabe que a qualquer momento ele pode voar". Êita Rubem, senta aqui pra eu te contar. Nos último anos muitos pássaros pousaram no meu dedo e muitos gatos passaram em minha casa. Alguns chegam feridos, se curam e vão embora outros ganharam novos lares. Dia desses um deles ficou mais tempo, fez amizade com as gatas e voava tranquilamente pela casa, comida na mão e adorava manga era Virgulino. Chegou aqui depois de cair do ninho e teve a liberdade para decidir ir embora quando bem quis.
Eu e Virgulino
Depois que ele se foi em pleno inverno chegou a Clara, numa noite fria com fome e sede se escondeu na garagem, acolhemos, castramos e depois de um tempo de apego afetivo ela encontrou um novo lar. Hoje é bem cuidada e as vezes a gente se ver.Clara e eu
No final do inverno passado chegou um novo felino em busca de abrigo. Na noite de 9 graus, ele machucado e faminto foi alimentado, não reagiu as investidas humana em tocá-lo, não tinha forças para revidar, apenas aceitou o carinho, comeu e abrigado do frio e aquecido em um cobertor dormiu. No dia seguinte o achamos em baixo do carro sem vida.
Ontem, Estrela me trouxe de presente um novo penado na boca. Uma rolinha com asa quebrada, não reclamou, nem reagiu apenas aceitou o carinho humano. Agora se recupera para depois ganhar os céus. Desejo que seja ousada como o Fernão Capelo Gaivota quando estive apta para voar. A chamei de Filó.
Eu e Filó
Já não lembro mais de quantos por aqui passaram e não imagino o porquê de suas escolhas, mas os recebo com afeto sabendo que estão de passagem. E cada um deles deixa um pedacinho de lembranças, nem todas registradas em fotografias, mas com um afeto que fica. Cada um tem seu tempo e a gente só respeita e deixa seguir. E nas voltas que o mundo dá, há afetos que são passageiros em presença, mas que permanecem para quem ficou pra trás. Aguardo que Filó se recupere logo para novas aventuras.



Ah!, minha amiga Ana, quantas belas histórias de vida e afeto você nos traz em um só conto. Eu também me pergunto “o porquê” de me procurarem. A resposta está no éter, creio e sigo acolhendo. Parabéns e grande abraço!
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